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Jeudi 8 novembre 2007

Na passada sexta-feira, dia 2 de Novembro a federação distrital do PS realizou mais uma conferência no âmbito da iniciativa “Portugal precisa de mais bebés, como ajudar as famílias a tratar deles? “. Os conferencistas da sessão foram o Eng.º Fernando Castro, presidente da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas e a Dr.ª Rosa Freitas, jurista e consultora em Assuntos Fiscais da empresa T & Delloite. O Eng.º Fernando Castro traçou uma perspectiva de dificuldades que se colocam hoje às famílias que têm filhos, acentuando que há na sociedade uma penalização a estas famílias. Referiu que desde a tarifa da água, ao custo do importo pela aquisição de casa própria até às “cadeirinhas” obrigatórias para os bebés, tudo, acentuou, penaliza e castiga as famílias que têm filhos. Uma família com 5 filhos compra uma casa grande, não por luxo ou por vaidade, mas porque tem que ter quartos para as crianças dormirem, não devendo por isso, as famílias virem a ser penalizadas com um imposto maior do que a generalidade dos outros cidadãos, acentuou.

Rosa Freitas, na mesma linha de intervenção, destacou o facto de a justiça nesta matéria se fazer sobretudo por alteração da legislação fiscal. A legislação fiscal é que melhor pode repor a injustiça com que as famílias com filhos se deparam na altura de pagar os seus impostos. Rosa Freitas exemplificou que hoje as famílias com filhos são muito penalizadas em relação a situações de famílias mono parentais ou em situações de divórcio. Um casal divorciado onde cada um dos pais dê uma pensão de alimentos aos filhos vê a sua factura fiscal significativamente atenuada em relação às famílias na mesma situação que não estejam divorciados. Com ironia acentuou que do ponto de vista fiscal os divorciados, com as mesmas despesas com os filhos que uma qualquer família, vêem a sua carga fiscal anual ser compensada e reduzida em muitos milhares de euros. É urgente e justo inverter esta situação, acentuou ainda.

João Paulo Pedrosa que, durante a tarde de sexta-feira, acompanhado por um conjunto de camaradas da concelhia de Leiria desceram a cidade distribuindo o folheto informativo que apoia esta conferências, assinalou o êxito e o bom acolhimento que a cidade de Leiria teve para com esta iniciativa, referindo o incentivo e a justeza que muitos cidadãos deram à Federação do PS de Leiria. Foram cerca de um milhar os folhetos distribuídos na cidade de Leiria.

O Presidente da Federação de Leiria do PS chamou a atenção e procurou a sensibilização de todos para os problemas que hoje se colocam ao país devido à baixa taxa de natalidade e também às dificuldades das famílias que têm filhos. Neste sentido realçou as boas iniciativas que no orçamento de estado para 2008 estão contempladas no domínio fiscal, no domínio do apoio à maternidade e no domínio da construção de equipamento de apoio à primeira infância, o que prova que são os governos do PS que melhor têm sabido compreender a natureza dos problemas e a aplicação de medidas para os superar. João Paulo Pedrosa exortou todos os presentes a darem ideias e sugestões para a elaboração da carta compromisso autárquica dos socialistas a apresentar nas próximas eleições de 2009. Uma política de apoio às famílias com filhos é uma das prioridades e um dos compromissos dos socialistas, assinalou ainda.

 
par Secção PS - Bombarral publié dans : Federação Leiria
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Lundi 9 avril 2007
O Secretario-geral do PS, José Sócrates, decidiu assinalar a passagem dos dois anos de Governo, em Leiria.
 
Esta iniciativa, aberta a todos os militantes, terá lugar no proximo dia 13 de Abril, sexta-feira, pelas 21h no auditório da ESTG - Escola Superior de Tecnologia e Gestao de Leiria - (junto ao Hipermercado Continente).
par Secção PS - Bombarral publié dans : Federação Leiria
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Mardi 27 mars 2007
A Comissão Política do Partido Socialista de Leiria está a lançar um conjunto de debates públicos, depois do referendo abordando a despenalização do aborto, abordando os diversos tipos de auxílios e de apoios que as famílias têm ao seu alcance como forma de ampliarem os índices de natalidade em Portugal e na região em particular.
Sob o lema "O país precisa que façamos mais filhos, como ajudar a tratar deles", o PS de Leiria quer pôr na ordem do dia uma discussão em torno de um conjunto de políticas públicas que possam servir para melhor auxiliar as famílias a terem mais filhos de forma consciente a apoiada.
Para João Paulo Pedrosa, presidente da Federação do PS de Leiria, pretende-se que estes encontros extravasem os limites partidários, e possam contar com uma "larga maioria da sociedade leiriense", razão pela qual o convite foi estendido também à participação da Igreja Católica.
Para além deste tema, o PS/Leiria pretende ainda nestes encontros debater e analisar a forma como são tratados os idosos na sociedade actual.
Os resultados do referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez (IVG) representaram para os socialistas deste distrito um sinal bastante animador, constituindo este assunto, como defendem, "uma matéria civilizacional", uma questão de saúde pública e uma "questão de cidadania da maior importância".
Para João Paulo Pedrosa, a vitória do "sim" no distrito de Leiria, onde há oito anos, como lembrou, o "não" tinha ganho, é uma "demonstração inequívoca" de que a população do distrito entendeu que a penalização do aborto até às dez semanas não combate o aborto clandestino, não salvaguarda a saúde da mulher, "nem tão pouco fomenta a maternidade consciente".
População europeia está
a envelhecer
A Europa e Portugal em particular vivem, de há muito, uma grave crise de natalidade. No caso português a situação é ainda mais grave dado que Portugal é, neste momento, o país com a mais baixa taxa de natalidade de todos. As mulheres portuguesas têm em média 1,4 filhos, ao passo que a França tem cerca de 2, a Irlanda 1,88, a Finlândia, a Dinamarca e o Reino Unido, todos com 1,8. Por estes dados, é fácil constatar que Portugal não assegurará a renovação de gerações (nascem cerca de 60 mil bebés a menos por
ano) enquanto o envelhecimento da população vai aumentando exponencialmente, existindo já hoje cerca de 110 idosos por cada 100 jovens até aos 14 anos.
A continuar assim, sem que haja um aumento muito significativo da natalidade, daqui a 50 anos a população portuguesa poderá diminuir até aos
7,5 milhões de habitantes quando, por exemplo, para suportar as pensões de reforma do pensionistas, ao ritmo de envelhecimento actual, precisaríamos de
32 milhões de habitantes.
Para João Paulo Pedrosa, apesar das modificações que se vão dando nos limites da idade da reforma, assim como no aumento muito significativo do número de emigrantes, "inevitável e desejável num cenário destes", esta situação da natalidade em Portugal, defende, "surge como totalmente inaceitável", representando mesmo, como sublinha, um verdadeiro "terramoto na estrutura do país como nação e como Estado viável".
R.S.A.
par Secção PS - Bombarral publié dans : Federação Leiria
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Jeudi 30 novembre 2006
COMUNICADO
 
           
A Federação Distrital de Leiria do Partido Socialista, tendo tomado conhecimento da carta que a Associação de Agricultores do Oeste enviou ao Sr. Secretário de Estado Adjunto da Agricultura e Pescas, na qual dá conta da difícil situação económica em que se encontram os Produtores de Pêra Rocha dos concelhos do Bombarral e Óbidos, entende dar conhecimento público do seguinte:
1º - Manifestar a nossa preocupação quanto à difícil situação económica em que se encontram os Produtores de Pêra Rocha, nos concelhos atrás indicados, o que afecta o nível de vida das respectivas famílias, bem como, o desenvolvimento económico dos concelhos onde os mesmos têm a sua actividade;
2º - Repudiar a estratégia levada a cabo por alguns, ditos, representantes da fileira de produção de Pêra Rocha, que nos últimos anos têm concentrado os canais de comercialização na “mão” de apenas dois ou três operadores, que monopolizam o comércio deste produto de excelência, impondo condições de comercialização aos pequenos produtores que os impedem de obter qualquer rentabilidade na produção do mesmo;
3º - Lamentar que até à presente data os mesmos, ditos, representantes não tenham demonstrado qualquer preocupação pelos pequenos produtores de Pêra Rocha, limitando-se a proteger os grandes operadores e as relações destes com as grandes cadeias de comercialização nacionais e internacionais;
4º - Demonstrar apoio pelas políticas do governo que no sector da Agricultura têm sido levadas a cabo, sobretudo aquelas que colocaram termo aos elevados subsídios que injustamente só alguns recebiam, tendo estas regras sido alteradas de modo a que um maior número de agricultores que pouco recebia, possa passar a receber mais, em detrimento desses poucos, ditos, agricultores que muito recebiam;
5º - Afirmar que, dadas as preocupações sociais manifestadas pelo Partido Socialista no exercício da governação, estamos certos que o Sr. Ministro da Agricultura, assim como o Sr. Secretário de Estado Adjunto, tudo farão, apesar das dificuldades que o País atravessa, para encontrarem soluções que vão de encontro aos interesses dos Produtores de Pêra Rocha, resolvendo assim as preocupações manifestadas pela Associação de Agricultores do Oeste;
6º - Informar que a Federação Distrital de Leiria do Partido Socialista, continuará a acompanhar esta situação e tudo fará, em apoio dos Agricultores desta fileira de produção, para que o governo tenha em conta este importante sector de actividade económica dos concelhos do sul do distrito de Leiria, apoiando os Agricultores para que possam sair da crise em que se encontram.
Leiria, 30 de Novembro de 2006
Pelo Secretariado da Federação Distrital do P.S.
 
Jorge Gabriel Martins – Telem. 965802686
(Secretário da Federação p/ os Assuntos relacionados com a Agricultura)
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Vendredi 6 octobre 2006

Em S. Pedro de Moel, perante uma centena de pessoas, cumpriu-se a segunda sessão dos “Encontros de Setembro” organizados pela Federação do PS de Leiria. Subordinados ao tema “Reformas na Sociedade: Desafios de Cidadania”, algumas personalidades da vida política do distrito de Leiria, apresentaram um conjunto diversificado de conferências:

 

1º -“A interrupção voluntária da gravidez, o debate antes do referendo” – Ana Elisa Santos, Presidente do Departamento Federativo de Mulheres Socialistas;

 

2º - 2007, ano internacional da igualdade, a afirmação de uma esquerda moderna” – Maria da Conceição Pereira, Presidente da Assembleia Municipal de Castanheira de Pêra;

 

3º - “A importância do Hospital de Stº André para o distrito de Leiria”, Hélder Roque, Presidente do Conselho de Administração;

 

4º - “Voluntariado ao serviço da comunidade, uma afirmação de cidadania” Maria José Vieira, voluntária na Colina do Castelo, associação de solidariedade de Leiria;

 

5º - “Novas formas de organização familiar” João Coelho, federação distrital da JS;

 

A abertura e o encerramento da sessão estiveram a cargo do Presidente da Federação de Leiria, João Paulo Pedrosa e do Ministro da Justiça, Alberto Costa, respectivamente.

 

Na sessão de abertura, João Paulo Pedrosa, salientou a importância de “direccionar o olhar da política, não só para os problemas do estado e das instituições, mas também para a dinâmica da vida social, condição que considerou essencial para a afirmação de uma cidadania activa ao serviço de toda a comunidade”. Salientou por isso que “na política, só vale a pena trabalhar por causas públicas, a atenção para com os mais desprotegidos e desfavorecidos, população idosa em solidão absoluta quando mesmo abandonados pelas respectivas famílias, pessoas com deficiência e sem apoio institucional, mulheres e crianças vítimas de abusos e violência”, foi a pensar neles, referiu João Paulo Pedrosa, “ que a federação do PS Leiria trouxe para o primeiro plano do debate político questões que constrangem e dificultam o dia-a-dia dos cidadãos, procurando encontrar no debate e na reflexão de todos as respostas e os meios para as poder ultrapassar”. “O combate contra a desigualdade é grande combate dos socialistas”, disse a terminar.

 

Ana Elisa Santos, falou da problemática do aborto clandestino em Portugal e do sofrimento que ele causa a todos, sobretudo às mulheres de mais baixa condição económica, acrescido o facto da legislação portuguesa continuar a criminalizar as mulheres que em circunstâncias muitos difíceis têm que recorrer à interrupção voluntária da gravidez. Em defesa do projecto socialista, Ana Elisa Santos referiu que “o PS e o governo estão atentos e sabem que o planeamento familiar, a educação para os afectos e a prevenção da gravidez na adolescência ainda têm falhas e que há muito trabalho para fazer, todavia, salientou, “a vida não é perfeita, os percursos de vida e as oportunidades são tão diferentes e tão desiguais que não assiste a ninguém o direito de julgar ou condenar. A interrupção voluntária da gravidez é a última solução, e nem se trata de incentivar a prática do aborto, mas tão só não tapar os olhos perante a realidade do aborto clandestino e tornar a legislação mais justa, mais adequada e mais realista”.

 

De seguida usou da palavra Maria da Conceição Pereira, que nos lembrou o ano de 2007 como ano internacional para a igualdade e o desafio que isso coloca a todos, em particular a nós, socialistas, que travamos um combate pelos valores da igualdade. Neste sentido, referiu que “a luta pela igualdade é a base para que uma sociedade democrática possa funcionar”. No que diz respeito à vida política acentuou que a sociedade ainda não encontrou forma de conciliar a vida familiar com as funções de representação política, a título de exemplo, assinalou que as reuniões das secções e concelhias dos partidos políticos são realizadas nos momentos que menos propiciam a participação das mulheres”.

 

Seguidamente, interveio Hélder Roque, presidente do concelho de administração do hospital de Leiria que nos traçou um panorama geral da intervenção desta unidade de saúde que conta com uma área de influência de 350 mil cidadãos, com cerca de 1500 trabalhadores, sendo cerca de 240 médicos e 500 enfermeiros. O hospital de St.º André tem quase 500 camas, efectua cerca de 8500 consulta por ano e 2500 partos na maternidade. Hélder Roque deu-nos conta que as listas de espera para consultas são mínimas (cerca de dois a três meses) sendo que ao nível da cirurgia de otorrinolaringologia e oftalmologia os problemas são mais complexos dada a escassez de médicos especializados. Para que os cidadãos possam ter consciência dos custos que são suportados pela política de saúde, referiu que um internamento médio tem um custo de 1700 euros e uma consulta 104 euros, referiu ainda que num orçamento de 64 milhões de euros apenas 5% são receitas das taxas moderadoras, sendo o restante das despesas suportadas pelo orçamento geral do estado.

 

 Falou-nos da necessidade de melhorar a articulação em rede com os serviços de saúde, da informatização dos serviços de urgência para aumentar a eficiência e evitar a repetição de meios auxiliares de diagnóstico, do objectivo da acreditação para 2007, da criação de uma unidade móvel domiciliária do hospital, da marcação electrónica de consulta com os centros de saúde e de vários programas em desenvolvimento que visam melhorar a relação entre o doente e o hospital e a prestação de melhores cuidados médicos a quem deles necessita. Contudo, Hélder Roque não escamoteou as dificuldades e os constrangimentos que se verificam, sobretudo ao nível da falta de médicos e, dentro destes, em algumas das especialidades que são fundamentais para um bom serviço aos doentes. Hélder Roque deu a entender que a existência de dois hospitais centrais aqui perto (HUC e Covões em Coimbra) dificulta a existência de mais médicos no Hospital de Leiria, pese embora o caminho que a administração iniciou de, através de protocolos com o hospital da Cova da Beira e com a Universidade de Salamanca, poder vir a atenuar as dificuldades mais estremas. Da assistência, onde era visível a presença de várias pessoas ligadas à saúde, vieram sugestões sobre a necessidade de reafectar o pessoal médico que se concentra nos grandes hospitais centrais, fazendo-os convergir para os hospitais distritais. Apesar das resistências corporativas este é o caminho que muitos assinalaram para corrigir as deficiências, exortando o PS a fazê-lo sentir junto da Administração Regional de Saúde do centro e do respectivo ministério.

 

Maria José Vieira, voluntária na Coluna do Castelo, associação de solidariedade social de Leiria deu-nos a perspectiva da actividade do regime de voluntariado ao serviço da comunidade. Neste sentido, traçou-nos o enquadramento jurídico do regime de voluntariado que foi criado num governo do Partido Socialista presidido do António Guterres, Lei 71/98 e Dec-Lei 389/99 definindo “voluntariado como actividade inerente ao exercício de cidadania e que representa hoje um dos instrumentos básicos de participação da sociedade civil nos mais diversos domínios de actividade”, de cuja regulamentação saiu o Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado. Maria José Vieira, traçou-nos o quadro de dificuldades com que se depara a cidade de Leiria no domínio da acção social, designadamente, na não existência de serviços de apoio a idosos, sobretudo idosos com carências económicas e em completa solidão, bem como a inexistência de creches e meios de apoio à infância. A Colina do Castelo, com o apoio de vários voluntários faz distribuição de alimentos a idosos carenciados, ministra actividades de formação profissional e lazer a esta faixa etária e dá ainda apoio psico-pedagógico a crianças em dificuldade. A instituição apoia mensalmente 58 famílias, num total de 175 pessoas, apoio domiciliário a 10 idosos em completa solidão. Se considerarmos que na freguesia de Leiria existem 3000 idosos e que cerca de 20% são dependentes total ou parcialmente, sem família ou muito afastados dela, podemos dizer que a nossa acção é uma gota no oceano e que Leiria está muito mal servida na rede de equipamentos sociais e no apoio à população mais desprotegida, conclui Maria José Vieira.

 

 Por fim usou da palavra, como último conferencista, João Coelho da distrital da JS e que nos deu uma panorâmica das propostas da JS para o ano político que aí vem. João Coelho falou no alargamento e na abertura do conceito de família, afirmando que hoje o espaço de socialização familiar já não é fechado e surgem novas formas de organização familiar, tais como, as famílias monoparentais, as uniões de facto e que esta organização defende também que o casamento tal como ele é entendido no código civil possa ser de pessoas do mesmo sexo. Salientou ainda que a JS vai apresentar iniciativas legislativas no sentido de favorecer a igualdade de género, de combater a violência doméstica, da descriminalização do consumo de drogas leves, da assistência na saúde e segurança social das prostitutas, da emancipação dos jovens na sociedade e uma atenção acrescida ao fenómeno novo da imigração em Portugal, com todas as consequência negativas e positivas que tal possa acarretar.

 

A encerrar estes primeiros “Encontros de Setembro” da federação distrital do PS Leiria, esteve Alberto Costa, Ministro da Justiça e primeiro eleito pelo círculo eleitoral de Leiria. Alberto Costa, ao contrário do que é habitual, em vez de proferir um discurso de encerramento, aceitou responder a qualquer tipo de pergunta ou esclarecimento da numerosa plateia presente. Assim, respondeu a um conjunto diversificado de temas sobre a actualidade e sobre as matérias que constituíram a base das conferências deste dia. A começar respondeu às dúvidas sobre as alterações ao patrocínio oficioso, afirmando que os contribuintes pagaram no ano passado 45 milhões de euros através deste modelo, que apenas beneficia um número restrito de cidadãos e nem sempre com defesas decentes. Por isso propõe-se alargar o âmbito das pessoas a quem se dirige o patrocínio e alterar a forma de pagamento aos advogados de acto singular para conjuntos de processos, matéria que se encontra em fase de concertação com a Ordem dos Advogados. Aludiu também ao conjunto de reformas que estão em curso, designadamente a reforma do mapa judiciário, exigida há muitos anos e nunca concretizada. No seguimento deste raciocínio, Alberto Costa não deixou de lembrar que a redução das férias judiciais foi um projecto de reforma eternamente adiado, começou a ser tentado no tempo em que Salgado Zenha foi Ministro da Justiça e, posteriormente, quando Cavaco Silva foi primeiro-ministro, nem numa nem noutra altura esta reforma foi concretizada, apenas agora. Em resposta a perguntas sobre matéria prisional Alberto Costa falou nos propósitos de reinserção social, das parcerias com as autarquias na organização de tarefas que possam substituir penas de prisão até um ano. Referiu ainda a necessidade de reduzir o universo prisional, acentuando que “as prisões devem ser apenas para aqueles que têm mesmo de lá estar”. Alberto Costa não fugiu à questão levantada pela JS sobre o casamento de pessoas do mesmo sexo, afirmando que não tem nenhum tabu sobre essa matéria, mas não se esqueceu de assinalar que enquanto em Espanha a alteração da lei decorreu de uma promessa eleitoral do PSOE, em Portugal o programa do PS não contemplou essa promessa eleitoral.  

par Secção PS - Bombarral publié dans : Federação Leiria
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