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Vendredi 6 avril 2007
Os agricultores da região Oeste e do Ribatejo passaram a ter ao dispor um novo serviço através da Internet, onde podem obter informações sobre dados meteorológicos e informação sobre a protecção das culturas agrícolas contra pragas, doenças e infestantes.
O projecto InfoAgro está a ser desenvolvido pelo Centro Operativo e Tecnológico Hortofrutícola Nacional (COTHN) e foi apresentado a 22 de Março, numa cerimónia no Inatel da Foz do Arelho.
O InfoAgro consiste num portal na Internet (http://infoagro.cothn.pt) onde está a ser disponibilizada informação de natureza meteorológica de apoio à agricultura, assim como dados relevantes para a protecção das culturas na região Oeste e Ribatejo. Este projecto, denominado InfoAgro surgiu da necessidade de criar uma rede de estações meteorológicas que apoiasse as decisões de culturas agrícolas num determinado território.
O serviço on-line consiste num conjunto de informação produzida e divulgada pelo COTHN oferecendo a possibilidade de diminuir os custos dos produtores agrícolas, ao permitir usar os recursos de forma mais eficiente optimizando o sistema produtivo. As informações são disponibilizadas, preferencialmente, na forma de acesso remoto à base de dados através da Internet e SMS.
Este serviço permite a gestão correcta da água, maior eficiência na fertilização, aplicação racional de pesticida e maior eficiência na colheita. A requisição do serviço é estabelecido contratualmente por períodos anuais e não tem custos para os agricultores associados no caso dos dados meteorológicos, sendo os restantes valores praticamente simbólicos (disponíveis para consulta no site).
“É um projecto que fazia falta para produzirmos mais e melhor, para mostrarmos às pessoas que nos compram a fruta que existe segurança alimentar e que sabemos o que estamos a fazer”, disse Torres Paulo, presidente do COTHN.
Para o responsável, a principal vantagem deste serviço “é produzir com a certeza que se está a fazer bem”, porque dá orientações aos técnicos e aos agricultores a melhor maneira de actuar de acordo com as condições climatéricas.
É fornecida também informação sobre a protecção das culturas agrícolas contra pragas, doenças e infestantes, com especial atenção aos “inimigos chave” em determinado território alvo. A correcta avaliação permite decidir sobre a necessidade de utilização dos meios de luta e minimizar o número de aplicações de produtos fitofarmacêuticos.
A estimativa da gravidade da infestação é possível através da aplicação de modelos fenológicos, modelos matemáticos ou chaves de tomada de decisão que utilizam a informação agroclimática recolhida pelas estações meteorológicas, permitindo avaliar se existem as condições climáticas necessárias ao desenvolvimento do agente em causa.
Segundo o presidente do centro, actualmente não existe nada do género. “O que havia antes era a prática de meter o dedo no ar e ver para onde sopra o vento. As pessoas tinham apenas o seu saber e experiência. Agora queremos fazer algo científico”, afirmou. Apesar de já existirem as estações meteorológicas, “mas aquela informação não era usada”.
Durante o primeiro ano os custos de utilização são baixos, mas a intenção é que de futuro o projecto seja auto-sustentável economicamente no futuro.
 
Projecto demorou dois anos a ser desenvolvido
 
O InfoAgro tem vindo a ser desenvolvido há dois anos pelo COTHN e foi apresentado agora porque queriam que só fosse conhecido quando estivesse a funcionar.
A ideia foi apresentada à Direcção-Geral Protecção Culturas que deu o seu apoio. Para além disso, conseguiram ainda o apoio da APAS (Associação dos Produtores Agrícolas da Sobrena), da Unirocha e da Frutoeste, as quais cederam técnicos e equipamentos.
O site é da responsabilidade da Sitework, uma empresa com a qual já tinham trabalhado em outros projectos. “Queríamos que fosse fácil o acesso ao serviço. Para que isto não seja apenas para os técnicos. Queremos que os agricultores mais evoluídos também se motivem em recolher a informação directamente, embora tenham que recorrer aos técnicos para que os ajudem no resto”, referiu.
Armando Torres Paulo salientou que o COTHN sobrevive apenas das quotas que os sócios pagam e que não tem nenhum apoio estatal. De forma a existirem verbas para o arranque do projecto, contactaram a SAPEC que se tornou o patrocinador único da iniciativa. “A nossa opção neste primeiro ano, que é de risco, foi constituir uma equipa pequena e achámos por bem ter apenas um único patrocinador”, explicou. No futuro poderão vir a alargar o leque de patrocinadores.
O presidente do centro referiu que havia uma grande dificuldade em colocar em funcionamento este sistema, tendo em conta a captação de dados. O projecto arrancou com quatro estações meteorológicas, que recolhem os dados climáticos. Só que há que ter em conta todo o tipo de contratempos (poeiras, vento, pássaros, entre outros) que põem em causa o seu funcionamento em condições. “Vamos ter uma dificuldade constante em manter esse dados fiáveis e activos”, disse.
Para tal foi contratada uma empresa que diariamente irá acompanhar os pontos de recolha de informação, para que ela se mantenha constante durante todo o ano, 24 horas por dia.
Actualmente podem ser consultadas dados das estações de Carrascal (Mafra), Silveira (Cadaval), Runa (Torres Vedras), Sobrena (Cadaval), Paul-Baraçais (Bombarral) e Alcobaça, prevendo-se que até ao final do ano estejam disponíveis mais quatro. “A região Oeste e Ribatejo é a mais dinâmica do nosso país, em termos de agricultura. Por isso, começamos por aqui”, adiantou.
Na cerimónia de apresentação, Torres Paulo fez questão de elogiar o pessoal que faz parte do COTHN e sublinhou o crescimento que esta entidade tem vindo a ter.
 
Pedro Antunes in Gazeta das Caldas
par Secção PS - Bombarral publié dans : Quadro Comunitário
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Vendredi 10 novembre 2006
Está previsto ser lançado antes do final deste ano o programa Finincia Oeste, que vai permitir às micro e pequenas empresas da região acederem de forma mais fácil e rápida ao crédito.

O projecto ainda não foi apresentado oficialmente, mas a entidade promotora, a Agência de Desenvolvimento da Região Oeste (ADRO), aproveitoua realização do “Seminário de Empreendedorismo e Inovação do Oeste – Jovens Empreendedores no Futuro” que decorreu a 20 e 21 de Outubro no Cine-Teatro de Alcobaça para fazê-lo.

David Santos, técnico da ADRO, explicou à audiência no que consiste o Finincia, um programa lançado pelo governo e promovido pelo IAPMEI, que tem o objectivo de apoiar pequenas empresas com medidas de apoio financeiro (micro-financiamento).

O programa divide-se em três eixos, sendo que o Finincia Oeste se cinge ao Eixo III - Iniciativas Empresariais de Interesse Regional. “É o mais próximo das populações”, explicou David Santos.

São potenciais candidatas as empresas ligadas aos sectores da indústria, comércio, turismo, construção e serviços. No entanto, uma empresa de exploração agrícola que pretenda abrir uma loja poderá concorrer. “O que interessa é o projecto em si e a actividade que vai ser promovida”, afirmou David Santos.

Para além da ADRO, entidade gestora para toda a região, o projecto tem parcerias com vários municípios, o Banco Espírito Santo e uma sociedade de garantia mútua.

Serão criados vários fundos concelhios, independentes uns dos outros, sendo que a respectiva autarquia será responsável por 20% do fundo e a entidade bancária por 80%. Os investimentos terão de se realizar no concelho em causa e destina-se a empresas já constituídas ou empresários em nome individual.

O apoio ao promotor é reembolsável a 100%, não existindo crédito a fundo perdido. A parceria com a sociedade de garantia mútua permite ter um fundo mais flexível e adaptado às necessidades. Até 100% do investimento é elegível, até um máximo de 45 mil euros de apoio. O prazo de pagamento é de três a seis anos, com possibilidade de um ano de carência de capital. No valor da câmara municipal não incidem juros.

As despesas financiáveis são investimento em capital fixo, nomeadamente a aquisição de terrenos, edifícios, veículos, custos internos da empresa, trespasses, entre outros.

O que se pretende é preencher um espaço que normalmente não é ocupado pelos bancos, facilitando o acesso a crédito às micro e pequenas empresas. O programa permite aumentar a possibilidade de aprovação do crédito e fazer baixar a taxa de juro. “O que se pretende é estimular o investimento e orientá-lo para a melhoria de produtos ou serviços prestado”, referiu David Santos.

O fundo pretende apostar na inovação, ao nível de produtos, processos e serviços e modernização das empresas. Por outro lado, permite que as empresas envolvidas se adaptem às modificações decorrentes de imposições legais e regulamentares, como acontece, por exemplo, no sector da restauração.

O arranque do projecto por concelho, depende de cada de cada município. Em processo de formalização ou já formalizados já estão os fundos municipais de Alcobaça, Bombarral, Lourinhã, Óbidos e Peniche. Caldas da Rainha ainda não aderiu ao programa, estando actualmente a ser estudado o processo pelo executivo municipal.

Às empresas caberá depois apresentar projectos e a própria firma, na vertente comercial, financeira e outras. A avaliação de cada caso e decisão final dos parceiros será dada até 20 dias.

Os projectos serão auditados e acompanhados para se garantir a aplicação correcta dos fundos.

In Oesteonline
par Secção PS - Bombarral publié dans : Quadro Comunitário
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Samedi 9 septembre 2006

Deliberação do Conselho de Ministros de 31 de Agosto de 2006


2006-08-31


Deliberação que aprova as orientações financeiras no âmbito do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN)

O Conselho de Ministros apreciou a evolução dos trabalhos de preparação do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) e dos respectivos Programas Operacionais (PO) para o período 2007-2013 e fixou orientações financeiras essenciais para a continuação dos mesmos. Estas orientações constituem igualmente uma referência para os acordos a desenvolver com as Regiões Autónomas e a Comissão Europeia.

As decisões tomadas privilegiam três prioridades políticas:

  • Reforçar as verbas destinadas à qualificação dos recursos humanos

O Fundo Social Europeu (FSE) passa a representar 37% das dotações financeiras atribuídas ao conjunto dos Fundos Estruturais, aumentando em 10 pontos percentuais a sua posição relativa face à situação vigente no Quadro Comunitário de Apoio 2000-2006 (QCA III). Assim, as intervenções co-financiadas pelo FSE na educação, formação, emprego, coesão social e ciência beneficiarão de mais 1,3 mil milhões de euros do que no período de programação anterior, passando de 4,7 para 6 mil milhões de euros.

  • Reforçar as verbas destinadas à competitividade e ao crescimento sustentado da economia portuguesa

As intervenções do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) dirigidas à promoção do crescimento sustentado da economia portuguesa terão uma dotação de pelo menos 5 mil milhões de euros, repartida pelo montante de 2,7 mil milhões de euros no âmbito do PO Temático «Factores de Competitividade» e por um valor mínimo de 2,3 mil milhões de euros a mobilizar pelos PO Regionais em acções de promoção da competitividade à escala dos respectivos territórios. Nestes termos, as intervenções co-financiadas pelo FEDER no âmbito dos factores de competitividade passam a representar 65% das dotações deste fundo estrutural afectas aos PO temáticos, aumentando 11 pontos percentuais face a valores equivalentes no QCA III.

  • Reforçar as verbas destinadas aos Programas Operacionais Regionais do Continente

Os PO Regionais do Continente (exclusivamente co-financiados pelo FEDER) passam a representar 55% do total de FEDER a mobilizar no Continente, aumentando em 9 pontos percentuais a sua importância relativa face aos valores equivalentes no QCA III. A dotação financeira dos PO Regionais das regiões «Convergência» do Continente (Norte, Centro e Alentejo) aumentará 7% face ao valor equivalente do QCA III. Neste contexto, a estruturação dos PO Regionais do Continente deverá ter em conta as seguintes dotações: 2426 milhões de euros no Norte; 1522 milhões de euros no Centro; 274 milhões de euros em Lisboa; 777 milhões de euros no Alentejo; 160 milhões de euros no Algarve.

O Conselho de Ministros reconheceu a importância de melhorar a qualidade de vida num quadro de sustentabilidade, tendo reservado uma dotação FEDER de pelo menos 3,4 mil milhões de euros para a prossecução deste objectivo, a repartir pelo PO Temático «Valorização Territorial» (1,4 mil milhões de euros) e por um conjunto de acções a apoiar no âmbito dos PO Regionais a favor desta temática (valor mínimo de 2 mil milhões de euros).

O Conselho de Ministros entendeu, ainda, fixar um envelope indicativo de fundos comunitários para a região do Algarve no sentido de minimizar as consequências de uma redução significativa e abrupta dos fundos estruturais. Assim, é assegurada uma dotação financeira comunitária indicativa para esta região de 553 milhões de euros (Fundos estruturais, Fundo de Coesão e Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural), a que acrescerá a sua participação no Fundo Europeu das Pescas.

A RCM n.º 25/2006, de 10 de Março, estabeleceu um calendário para as tarefas de elaboração do QREN e respectivos PO condicionado na aprovação de normas comunitárias por parte do Conselho, do Parlamento e da Comissão. O atraso entretanto verificado nessa aprovação, designadamente na das Orientações Estratégicas Comunitárias para a Política de Coesão (estima-se agora estas possam ser aprovadas em Outubro próximo), determina um ajustamento naquele calendário. Na medida em que a entrega formal do QREN à Comissão Europeia tem que ser posterior à publicação daquelas Orientações, prevê-se o Conselho de Ministros aprove no final de Outubro a versão de QREN e PO a entregar à Comissão Europeia, por forma a iniciar negociações formais em Novembro de 2006.

De acordo com a regulamentação europeia, o período de elegibilidade das despesas co-financiáveis no âmbito do QREN iniciar-se-á na primeira das seguintes datas: dia da apresentação formal das propostas de PO à Comissão Europeia ou 1 de Janeiro de 2007.

par Secção PS - Bombarral publié dans : Quadro Comunitário
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