As falsas verdades do Presidente

Publié le par Secção PS - Bombarral

Na sequência de certos artigos publicados na imprensa local, sem que os Partidos da Oposição, nomeadamente o Partido Socialista, tenham sido convidados a manifestar a sua opinião, sinto a necessidade de escrever estas linhas, para repor a verdade.
O Presidente da Câmara, Luís Camilo Duarte, desde o início do seu mandato, mas com especial destaque nos últimos meses, tem repetido falsas verdades na tentativa que, pela força da repetição, se tornem em verdades absolutas. Para o efeito, aproveita as suas intervenções nos órgãos políticos da autarquia e a bem orquestrada máquina de propaganda junto dos órgãos de comunicação social locais.
Repete até à exaustão que o Partido Socialista se demitiu da responsabilidade governativa. Ora, nada mais falso. O PS sempre referiu, que esperaria pela primeira proposta de orçamento para poder analisar os objectivos estratégicos do Presidente Luís Duarte. Curiosamente ou talvez não, obteve a simpática resposta: “ - Nem sequer pensei no assunto”. Na altura, o senhor Presidente optou pela aliança estratégica com a CDU, provavelmente a forma mais cómoda de poder ter uma gestão mais descansada.
Afirma como verdade absoluta, que o Partido Socialista adopta um politica de “bota-abaixo”, criticando por criticar. Ora, o senhor Presidente sabe melhor do que ninguém o vasto conjunto de opiniões e sugestões que os vereadores do PS lhe deram para a resolução dos problemas dos Bombarralenses. O Partido Socialista respeita os resultados eleitorais, não podemos esquecer que foi o PSD e o Presidente Luís Duarte que venceram as eleições, é a eles que cabe a orientação estratégica do concelho do Bombarral e se não têm essa orientação ou não a sabem aplicar serão responsabilizados por isso nas próximas eleições. Mas, comparando a anterior actuação de Luís Duarte como membro da Assembleia Municipal no mandato do Presidente Carlos Serafim, ou enquanto vereador no mandato anterior, os eleitos do PS, assumem-no, são autênticos «meninos do coro».
A redução da divida da autarquia é apregoada aos sete ventos como um facto histórico e de inegável rigor e zelo na gestão. Ora a redução da divida de curto prazo aumentando a de médio e longo prazo, com a contracção de mais empréstimos bancários, é como dizer que nós não pagamos agora para pagarem as gerações futuras. Assim, mais uma vez se comprova que o actual Presidente da Câmara padece de uma nova síndrome, a «emprestimo-dependência».
Também em relação à carta educativa o Presidente Luís Duarte omite opiniões e falta à verdade e ao rigor na abordagem deste assunto. Falta à verdade quando diz que existiu um acompanhamento dos trabalhos de elaboração da carta educativa por parte de todos os partidos representados no executivo municipal. Ora, esse acompanhamento limitou-se a uma reunião realizada num sábado de manhã, com a apresentação de uma proposta técnica da CPU, empresa encarregue da elaboração do documento. O PS apresentou uma proposta inicial de trabalho, que desde logo colocou à discussão e aberta a contributos de outras forças políticas, bem como, à adequação dos pressupostos técnicos e legais para a elaboração das cartas educativas. Como entendemos que da discussão nasce a luz, a proposta foi evoluindo e por se verificar um grande encargo ao nível dos transportes escolares, concluiu-se que não seria a mais adequada para o Concelho. Da discussão entretanto realizada facilmente se concluiu, que em termos puramente técnico-pedagógicos, três centros educativos seriam necessários e suficientes para a população escolar do nosso concelho. No entanto, face às características geomorfológicas da freguesia do Carvalhal, eventualmente seria necessário um quarto centro educativo, uma vez que, a proposta do centro educativo para a freguesia do Vale Côvo era unicamente uma proposta para satisfazer clientelismos eleitorais, que não garantia o interesse e o direito das crianças a um ensino de qualidade. A este respeito, aliás, o Presidente Luís Duarte não faz referência ao parecer do Conselho Municipal de Educação, órgão consultivo da autarquia para a área da educação, que defende a proposta final aprovada, a opinião do seu vice-presidente, Dr. João Carlos Barreiras Duarte, que defendeu a criação de dois centros educativos e a opinião do PSD, pela escrita do seu líder da Assembleia Municipal, Sr. Luís Campos, que alude para a criação de dois ou três centros educativos, nunca falando de um Centro Educativo para o Vale Côvo. Nesta, como em outras matérias a posição do PS centra-se sempre no interesse das populações e não em interesses de circunstância e estratégia politico-partidária.
Bruno Santos – Vereador do PS
 
 

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