Pró-OTA : CÉU LIMPO E VISIBILIDADE TOTAL !

Publié le par Secção PS - Bombarral

 
 
A campanha em curso contra o novo aeroporto da OTA está a mobilizar meios de dimensão raramente vista no espaço mediático português. Em poucos dias, dominou de forma persistente as primeiras páginas dos jornais e os horários nobres das televisões.
 
Uma tal campanha não pode ser obra do acaso ou mesmo de uma iniciativa da oposição para retirar crédito ao projecto do Governo. De facto, só por grande ingenuidade se pode pensar que a campanha partiu de uma manobra político - partidária ou de um súbito interesse colectivo por um assunto com “barbas” e já escalpelizado e debatido até à exaustão nos últimos 7 anos.
 
É pois, legítimo, questionar a razões de tal ofensiva e, principalmente, a legitimidade dos interesses em presença e compará-la com outra iniciativa em favor do projecto, o Movimento Pró – Ota, conhecido desde 1999.
 
Para Leiria, este é um projecto que, para além do interesse nacional, possui um indiscutível interesse regional. Por isso, ali nasceu o único movimento de âmbito territorial organizado, assumidamente a favor da construção do novo aeroporto, o Movimento Pró - Ota, emanado da sociedade civil e que, desde início, teve rostos e tomou posições publicas com assinatura!
 
No entanto, e não obstante o valor nacional do projecto, o movimento reconheceu, desde início, as suas mais valias para o distrito e a região.
 
Nos múltiplos debates públicos e nos estudos que promoveu, envolveu sempre associações empresariais regionais, autarquias, políticos de todos os quadrantes, académicos e cidadãos em geral.
 
Fizeram-no, todavia, tendo o cuidado de manter bem visível a sua condição de lobbie territorial assumido no quadro do centro de Portugal.
 
Do lado do “movimento” anti - Ota, ainda não vimos ninguém, em nome próprio ou de alguma entidade, assumir a existência de um lobbie organizado, que pudesse invocar o interesse de um território por um projecto e defende-lo em nome desse interesse.
 
Pelo contrário, aquilo a que temos assistido, é a uma campanha que apenas visa descredibilizar uma solução, tomada por sucessivos governos legítimos, com argumentos mais do que debatidos ou não suficientemente estudados para os levarmos a sério.
 
Ora, esta diferença de atitudes e métodos faz também toda a diferença em regimes democráticos e no que respeita à legitimidade com que se intervém na sua vida pública.
 
É que o lobbing territorial assumido como o faz o movimento pró – Ota tem a legitimidade que decorre da soma das legitimidades de quem o constitui e da sua identificação com o interesse de um território. Os interesses que o movem são claros.
 
Em contrapartida, este obscuro “movimento” anti – Ota não tem “um rosto”, não se sabe em nome de que interesses se move e quais os beneficiários desses mesmos interesses.
 
Enquanto o “cerrado nevoeiro” de dúvidas que os cobre não for dissipado, aqueles que estão por trás deste “movimento” anti – Ota não podem esperar ver as suas opiniões ponderadas a par daquelas que cumprem os requisitos democráticos.
 
Para os lados da Ota, o céu está limpo e a visibilidade é total. No resto de território, o nevoeiro é cerrado e não se vislumbram abertas!
 
José Miguel Medeiros
Geógrafo
Governador Civil de Leiria

Publié dans Opinião

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