PS Leiria lança campanha pela natalidade

Publié le par Secção PS - Bombarral

A Comissão Política do Partido Socialista de Leiria está a lançar um conjunto de debates públicos, depois do referendo abordando a despenalização do aborto, abordando os diversos tipos de auxílios e de apoios que as famílias têm ao seu alcance como forma de ampliarem os índices de natalidade em Portugal e na região em particular.
Sob o lema "O país precisa que façamos mais filhos, como ajudar a tratar deles", o PS de Leiria quer pôr na ordem do dia uma discussão em torno de um conjunto de políticas públicas que possam servir para melhor auxiliar as famílias a terem mais filhos de forma consciente a apoiada.
Para João Paulo Pedrosa, presidente da Federação do PS de Leiria, pretende-se que estes encontros extravasem os limites partidários, e possam contar com uma "larga maioria da sociedade leiriense", razão pela qual o convite foi estendido também à participação da Igreja Católica.
Para além deste tema, o PS/Leiria pretende ainda nestes encontros debater e analisar a forma como são tratados os idosos na sociedade actual.
Os resultados do referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez (IVG) representaram para os socialistas deste distrito um sinal bastante animador, constituindo este assunto, como defendem, "uma matéria civilizacional", uma questão de saúde pública e uma "questão de cidadania da maior importância".
Para João Paulo Pedrosa, a vitória do "sim" no distrito de Leiria, onde há oito anos, como lembrou, o "não" tinha ganho, é uma "demonstração inequívoca" de que a população do distrito entendeu que a penalização do aborto até às dez semanas não combate o aborto clandestino, não salvaguarda a saúde da mulher, "nem tão pouco fomenta a maternidade consciente".
População europeia está
a envelhecer
A Europa e Portugal em particular vivem, de há muito, uma grave crise de natalidade. No caso português a situação é ainda mais grave dado que Portugal é, neste momento, o país com a mais baixa taxa de natalidade de todos. As mulheres portuguesas têm em média 1,4 filhos, ao passo que a França tem cerca de 2, a Irlanda 1,88, a Finlândia, a Dinamarca e o Reino Unido, todos com 1,8. Por estes dados, é fácil constatar que Portugal não assegurará a renovação de gerações (nascem cerca de 60 mil bebés a menos por
ano) enquanto o envelhecimento da população vai aumentando exponencialmente, existindo já hoje cerca de 110 idosos por cada 100 jovens até aos 14 anos.
A continuar assim, sem que haja um aumento muito significativo da natalidade, daqui a 50 anos a população portuguesa poderá diminuir até aos
7,5 milhões de habitantes quando, por exemplo, para suportar as pensões de reforma do pensionistas, ao ritmo de envelhecimento actual, precisaríamos de
32 milhões de habitantes.
Para João Paulo Pedrosa, apesar das modificações que se vão dando nos limites da idade da reforma, assim como no aumento muito significativo do número de emigrantes, "inevitável e desejável num cenário destes", esta situação da natalidade em Portugal, defende, "surge como totalmente inaceitável", representando mesmo, como sublinha, um verdadeiro "terramoto na estrutura do país como nação e como Estado viável".
R.S.A.

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