PS acusa autarca de querer omitir informações ao Tribunal de Contas

Publié le par Secção PS - Bombarral

O Partido Socialista do Bombarral emitiu um comunicado onde acusa o presidente da Câmara de tentar esconder informações ao Tribunal de Contas.

Relata Fialho Marcelino, presidente da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista, que na reunião de Câmara do passado dia 8 de Janeiro, para a decisão de adjudicação da obra do Praça do Município foi presente aos vereadores “um simples relatório” referente à resposta a uma reclamação apresentada por um dos concorrentes, sendo que, esse mesmo documento propunha a adjudicação da obra ao outro concorrente.

Os vereadores do PS insurgiram-se contra “a ligeireza com que estes documentos técnicos, que mais tarde vão servir de base para a decisão final do Tribunal de Contas, foram feitos, sem a apresentação de quaisquer quadros justificativos da decisão tomada”, apontando que o relatório apresentado “não consegue justificar, com clareza, a opção tomada”.

Por isso, foi solicitada pelo PS a retirada da proposta e consequente melhoria do relatório de decisão final.

Esta tentativa de resolução do problema por parte dos vereadores do PS, foi feita de forma a que a Câmara não tenha qualquer contratempo futuro, tanto junto do Tribunal de Contas como do concorrente que não ficou em primeiro lugar”, sustenta Fialho Marcelino.

Contudo, indica, “o sr. Presidente da Câmara insurgiu-se contra a posição dos vereadores do PS, afirmando que ‘mais uma vez os vereadores do PS estavam a ser forças de bloqueio para o desenvolvimento do concelho’”.

O PS alega que a tomada de posição dos seus vereadores não é contra a proposta de adjudicação, mas “contra a forma displicente com que se apresentam os documentos, sem todas as justificações que deram origem à proposta de decisão”.

Posta a votação, o PS votou contra, o PSD a favor e a CDU absteve-se.

No final, os vereadores do PS ditaram para a acta a sua declaração de voto. Foi aí que, segundo Fialho Marcelino, “por incrível que pareça, o sr. Presidente da Câmara pediu para a mesma não ser inserida na acta desta reunião de Câmara mas na seguinte, pois essa ‘declaração pode criar problemas no Tribunal de Contas’”.



Francisco Gomes


Oesteonline

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