Finincia Oeste arranca até ao final do ano

Publié le par Secção PS - Bombarral

Está previsto ser lançado antes do final deste ano o programa Finincia Oeste, que vai permitir às micro e pequenas empresas da região acederem de forma mais fácil e rápida ao crédito.

O projecto ainda não foi apresentado oficialmente, mas a entidade promotora, a Agência de Desenvolvimento da Região Oeste (ADRO), aproveitoua realização do “Seminário de Empreendedorismo e Inovação do Oeste – Jovens Empreendedores no Futuro” que decorreu a 20 e 21 de Outubro no Cine-Teatro de Alcobaça para fazê-lo.

David Santos, técnico da ADRO, explicou à audiência no que consiste o Finincia, um programa lançado pelo governo e promovido pelo IAPMEI, que tem o objectivo de apoiar pequenas empresas com medidas de apoio financeiro (micro-financiamento).

O programa divide-se em três eixos, sendo que o Finincia Oeste se cinge ao Eixo III - Iniciativas Empresariais de Interesse Regional. “É o mais próximo das populações”, explicou David Santos.

São potenciais candidatas as empresas ligadas aos sectores da indústria, comércio, turismo, construção e serviços. No entanto, uma empresa de exploração agrícola que pretenda abrir uma loja poderá concorrer. “O que interessa é o projecto em si e a actividade que vai ser promovida”, afirmou David Santos.

Para além da ADRO, entidade gestora para toda a região, o projecto tem parcerias com vários municípios, o Banco Espírito Santo e uma sociedade de garantia mútua.

Serão criados vários fundos concelhios, independentes uns dos outros, sendo que a respectiva autarquia será responsável por 20% do fundo e a entidade bancária por 80%. Os investimentos terão de se realizar no concelho em causa e destina-se a empresas já constituídas ou empresários em nome individual.

O apoio ao promotor é reembolsável a 100%, não existindo crédito a fundo perdido. A parceria com a sociedade de garantia mútua permite ter um fundo mais flexível e adaptado às necessidades. Até 100% do investimento é elegível, até um máximo de 45 mil euros de apoio. O prazo de pagamento é de três a seis anos, com possibilidade de um ano de carência de capital. No valor da câmara municipal não incidem juros.

As despesas financiáveis são investimento em capital fixo, nomeadamente a aquisição de terrenos, edifícios, veículos, custos internos da empresa, trespasses, entre outros.

O que se pretende é preencher um espaço que normalmente não é ocupado pelos bancos, facilitando o acesso a crédito às micro e pequenas empresas. O programa permite aumentar a possibilidade de aprovação do crédito e fazer baixar a taxa de juro. “O que se pretende é estimular o investimento e orientá-lo para a melhoria de produtos ou serviços prestado”, referiu David Santos.

O fundo pretende apostar na inovação, ao nível de produtos, processos e serviços e modernização das empresas. Por outro lado, permite que as empresas envolvidas se adaptem às modificações decorrentes de imposições legais e regulamentares, como acontece, por exemplo, no sector da restauração.

O arranque do projecto por concelho, depende de cada de cada município. Em processo de formalização ou já formalizados já estão os fundos municipais de Alcobaça, Bombarral, Lourinhã, Óbidos e Peniche. Caldas da Rainha ainda não aderiu ao programa, estando actualmente a ser estudado o processo pelo executivo municipal.

Às empresas caberá depois apresentar projectos e a própria firma, na vertente comercial, financeira e outras. A avaliação de cada caso e decisão final dos parceiros será dada até 20 dias.

Os projectos serão auditados e acompanhados para se garantir a aplicação correcta dos fundos.

In Oesteonline

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