Pêra Rocha do Oeste com produção de 160 toneladas

Publié le par Secção PS - Bombarral

Pêra Rocha do Oeste com produção de 160 mil toneladas



A Associação Nacional de Produtores de Pera Rocha (ANP), no sentido de obter informações que permitam aos seus associados e a todos os produtores de pêra rocha, ter indicações das produções anuais, efectua anualmente a avaliação das quantidades conservadas em frio, nas centrais fruteiras dos seus 21 associados com central.
Constata-se que a produção dispersa representa cerca 48% da produção total e a produção organizada cerca de 52% e relativamente à campanha de 2006/2007, estima-se uma produção não inferior a 160 mil toneladas. Relacionando com as últimas quatro campanhas, trata-se de um ano superior à campanha anterior (perto de 140 mil), mas de quantidade inferior à maior campanha - a de 2004/2005 (cerca de 190 mil).
Em termos de calibres, trata-se de um ano com calibres superiores aos tamanhos habituais para a pêra rocha.
O concelho do Cadaval é o mais significativo em termos de produção, representando 37% da produção, seguido pelos concelhos do Bombarral e Torres Vedras, com a mesma percentagem, 18%.
Os concelhos de Alcobaça e Porto de Mós representam 10% e Óbidos 9%. No entanto, o concelho de Óbidos tem menos centrais fruteiras, considerando tal facto, o concelho de Óbidos tem mais peso em termos de produção, que o concelho de Alcobaça e Porto Mós juntos. Mafra representa 6% da produção e Caldas da Rainha apenas 2%, sendo o concelho com menos centrais fruteiras.
A produção com calibre 60-65 mm não tem apresentado gran-des oscilações de campanha para campanha, sendo o principal calibre e o mais constante. 
A classe de calibre abaixo de  60  mm  aumentou ao longo destes três anos, chegando a repre-sentar no ultimo ano quase metade da produção. Acima dos 65  mm, a produção tem diminuído ao longo deste período.
Dados da campanha de 2006, ainda parciais, permitem referir que  esta  última  colheita  apresenta características muito diferentes das anteriores, sendo de realçar os frutos de maior tamanho e uma distribuição pelas classes de calibre completamente diferente do que estamos habituados a obter .
Estes resultados reflectem as condições meteorológicas de cada um dos anos, nomeadamente precipitação e temperatura, e como depende deles a produção.

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