Reunião de Câmara de 12/9/06

Publié le par Secção PS - Bombarral

No período antes da ordem do dia foi presente uma informação da DOPPU relativa ao estacionamento empreendimento da Juscar. Este assunto foi levando pelo vereador Jorge Gabriel Martins aquando da discussão do projecto de requalificação da praça do município, nomeadamente em relação ao número de estacionamentos disponíveis na proximidade da praça.
Verificou-se que as preocupações do vereador do partido socialista eram fundadas, uma vez que os estacionamentos disponíveis são insuficientes.
O vereador Fialho Marcelino alerta para a falta de igualdade no que respeita à execução de obras de beneficiação nas escolas do 1º ciclo do concelho. Dando como exemplo os casos da EB 1 da Delgada e da EB 1 do Vale Covo.
O vereador Bruno Santos solicitou informações sobre o processo de selecção das tarefeiras contratadas para prestar serviço de apoio no fornecimento de refeições e nas actividades de enriquecimento curricular, mostrou ainda o seu desagrado pelo facto desses actividades não se iniciarem no dia 18 de Setembro, como seria desejável.
O grande tema desta reunião foi a apresentação de uma proposta do senhor Presidente da Câmara para a contracção de um empréstimo no valor de 257.136 euros. Este montante foi definido através de um rateio realizado pela DGAL. Este empréstimo destina-se a financiar obras já iniciadas e algumas já inauguradas, incluídas nos documentos previsionais de 2006. Assim todas elas já deviam ter os financiamentos completamente definidos em sede de orçamento, nomeadamente no que respeita às receitas do município.
Facilmente se percebe que este empréstimo «caiu do céu», uma vez que não era previsível um montante de rateio desta ordem. A utilização deste montante revela da parte do Presidente da Câmara um estilo de gestão tipo «navegação à vista», como é que seriam pagas as despesas se não existisse este empréstimo? Não estavam previstas no orçamento?
Este montante, por se revelar uma receita extraordinária, deveria ser utilizado num projecto novo, mas não. O senhor Presidente revela-se «emprestimodependente», uma vez que para um montante global de obra de 1.525.288 euros, a autarquia só utiliza de receitas próprias cerca de 40.000 euros, sendo o restante valor proveniente de fundo estruturais e empréstimos bancários, denotando mais uma vez total falta de rumo e estratégia na gestão dos destinos da autarquia.
A proposta foi aprovada com os votos contra dos vereadores do PS, a abstenção da CDU e os votos favoráveis do PSD.

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