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Vendredi 22 septembre 2006
Na sessão de Câmara do passado dia 12, com os votos a favor do PSD e CDU e os votos contra do PS, a Autarquia aprovou mais um empréstimo, desta feita no valor de 257.136.
A possibilidade deste empréstimo surge na sequência da informação, que por parte da DGAL foi dada ao nosso Município, em como, em resultado do rateio a que aquele entidade procedeu, poderia o mesmo endividar-se em mais 257.136.
O Sr. Presidente da Câmara, ao contrário do que é habitual, não perdeu tempo e vai de apresentar à Vereação uma proposta de contracção de empréstimo que esgota, mais uma vez, a capacidade de endividamento do Município. E digo mais uma vez, porque a mesma já se encontrava esgotada, se não fosse o rateio da DGAL, agora “caído do céu”.
A proposta de empréstimo que foi apresentada visa financiar obras já lançadas no anterior mandato, às quais já se encontram afectados empréstimos também anteriormente contraídos. A saber: A obra de Abastecimento de Água à Zona  Alta da Vila, o Arranjo Urbanístico da Praça da Republica e as obras de Requalificação e Valorização Urbana.
Mas o pior de tudo isto, é mais uma vez a falta de visão estratégica, bem patente na opção de contrair um empréstimo para financiar obras já em curso, ao invés de o utilizar no lançamento de novas obras ou projectos. Porque não aproveitou, por exemplo, o Sr. Presidente este empréstimo para financiar a construção de refeitórios anexos às escolas do 1º ciclo, evitando assim, que as crianças sejam transportadas diariamente à hora de almoço, para fora da escola, a fim de poderem almoçar? A resposta é, porque não tem estratégia. Porque nem sequer se preocupou com isso. A preocupação foi, assim que recebeu o ofício da DGAL, arranjar um pretexto para imediatamente gastar o dinheiro, endividando-nos a todos por mais 15 anos.
Ocorre então perguntar. E se a DGAL não tivesse procedido ao rateio, como é que se iriam pagar as ditas obras? Quando na sessão de câmara foi feita esta pergunta, o Sr. Presidente foi claro na resposta: Seriam os fornecedores e empreiteiros que teriam que “aguentar” os atrasos nos pagamentos. Elucidativo, o PSD, não se preocupa, nem nunca se preocupou, em arranjar receitas próprias para custear os investimentos da Autarquia e quando não pode recorrer à Banca, fica a dever aos fornecedores e empreiteiros. Como costuma dizer um amigo meu “com as calças do meu pai, sou um grande homem”.
De facto, de acordo com a informação prestada pela Divisão Financeira da Autarquia, o custo total das obras que acima referi é de 1.525.288. Para além das receitas do III QCA e protocolos com o Estado, destinados ao financiamento das mesmas, no valor de 991.437, à Autarquia cumpria financiar as mesmas com receitas próprias no valor de 533.851. Acontece porém, que sendo da responsabilidade do nosso Município angariar esta receita, o mesmo resolveu o problema contraindo empréstimos, incluindo este, no valor de 445.408. Ou seja, a Autarquia com receitas próprias, sem recurso a empréstimos, apenas participa na realização destas obras com 38.443 (7,2%). Razão continua a ter o tal meu amigo “ com as calças do meu pai, …” .
Poder-se-à dizer que, com uma gestão assim, a nossa Autarquia, em relação à Banca, é “empréstimo-dependente”. Isto é, só fará obra enquanto lhe emprestarem dinheiro. Vamos ver até quando ?!
 
Jorge Gabriel Martins-Vereador do PS
par Secção PS - Bombarral publié dans : Opinião
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Mercredi 20 septembre 2006

 
 

Segundo o relatório da auditoria ao Município do Bombarral,as contas “foram correctamente elaboradas e estão de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites para o sector”. A análise refere-se ao exercício do anterior presidente, Álvaro Albuquerque.

O organismo fiscalizador constatou que ”existe uma boa ordenação e arquivo dos documentos, assim como se verifica transparência no registo dos factos patrimoniais”. Contudo, ”poderá não ser o mais conveniente no que respeita a procedimentos de controlo”.
A auditoria verificou que “até 2003, inclusive, a receita proveniente da água só era reconhecida no momento do seu recebimento efectivo. Relativamente aos valores em mora, estão a aguardar pagamento na tesouraria, um conjunto de recibos com data anterior a 2004 que totalizam o valor de 32.200 euros”.
Com os advogados do município, constataram-se “honorários por serviços prestados à data anterior a 31 de Dezembro de 2005, já acordados com o anterior presidente, os quais não se encontram relevados nas contas, em virtude dos mesmos não terem emitido até à presente data, as respectivas notas de honorários”. Os valores em causa totalizam 13. 414 euros.
Quanto aos fornecedores e credores, existem débitos com data anterior a 31 de Dezembro de 2005, os quais “não se encontram relevados nas contas do município e que totalizam o valor de 80.224 euros, sendo os mesmos registados na conta do município em 2006”.
Relativamente às garantias bancárias com depósito efectivo no montante de 207.016 euros, prestadas por terceiros, o documento aponta que “não existe nos serviços da divisão técnica um mapa ou qualquer outro registo. O valor apresentado no balan-cete poder-se-á já encontrar vencido, na medida em que poderão haver garantias que poderão estar vencidas e cujos valores já deveriam ter sido restituídos aos empreiteiros”.
Relativamente às receitas de capital, os auditores depararam que “o orçamento tinha previsto transferências do FEDER na ordem dos 3.700.000 euros”, transferências estas que não se vieram a concretizar. A explicação para o município não ter sido comparti-cipado “ficou a dever-se ao não pagamento dos valores factura-dos aos seus fornecedores de imobilizado, condição necessária para receber o referido subsídio”.
Durante o exercício findo verificou-se uma dilação dos prazos médios de pagamento, “estando os fornecedores a receber em média a 180 dias e os fornecedores de imobilizado chegam a atingir um ano”. Os desvios nas contas a pagar, de acordo com os relatórios de gestão de 2005 e 2004, “tiveram origem fundamentalmente num decréscimo de receita cobrada de 1.517.637 euros, aos investimentos de capital de aproximadamente 2.600.000 euros, agravado pela não comparticipação prevista do FEDER (o qual que chega a atingir 65% do investimento, sendo o mesmo atribuído após o pagamento do mesmo aos fornecedores)”, apesar do município “ter conseguido manter do nível de despesas correntes, mesmo com um agravamento das taxas do Iva”.
A auditoria às contas do exercício de Álvaro Albuquerque, eleito pelo PSD, foi pedido pelo actual presidente, também social-democrata, Luís Camilo Duarte, que foi confrontado com acusações da oposição.

in Jornal das Caldas

par Secção PS - Bombarral publié dans : Câmara Municipal
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Mardi 19 septembre 2006
Dos quatros pontos da ordem de trabalhos ( derrama, taxa de IMI, revisão orçamental e pagamentos em numerário), os  três primeiros, pela sua importância, deveriam ter merecido por parte do Presidente da Câmara uma atenção especial, nomeadamente ouvindo os restantes partidos representados no executivo, dando assim corpo a uma sugestão apresentada pelo vereador socialista Jorge Gabriel Martins, um pacto de governação, que visava a criação de entendimentos alargados sobre matérias de vital importância para o Concelho. Infelizmente assim não aconteceu e o Presidente da Câmara continuou na sua filosofia de autismo político.
Em relação ao lançamento de uma derrama no valor de 8% sobre a colecta do IRC, o partido socialista votou contra esta proposta do Presidente da Câmara, por entender que criação de mais este imposto acarreta para as empresas, com sede no Bombarral, uma carga tributária ainda mais elevada. Com este imposto o Bombarral deixa de ter um pólo de atracção de investimento que era, em regra, a não existência de Derrama. O PS considera ainda que esta receita devia ficar afecta à realização de despesa relacionada com o desenvolvimento empresarial do nosso Concelho.  Assim como, ao contrário do que aconteceu nos mandatos anteriores, a CDU aprovou a Derrama, demonstrando que a coligação PSD-CDU está a funcionar em pleno.
Relativamente ao IMI, os vereadores do Partido Socialista votaram contra a proposta do Presidente da Câmara, por entenderem que já deveriam estar concluídos os trabalhos de levantamento dos prédios urbanos degradados, assim como os prédios rústicos de vocação florestal em situação de abandono. Assim não é possível, com exactidão e rigor, definir taxas justas e equilibradas.
No que concerne à revisão orçamental, os vereadores do PS levantaram uma série de questões em relação ao documento, alertando para a falta de uma fundamentação política para o mesmo como tinha sido deliberado no início deste mandato. Contudo, por resultar de receitas não previstas inicialmente, como por exemplo, as actividades de enriquecimento curricular implementadas pelo Governo, assim como a correcção técnica do orçamento inicial, o Partido Socialista absteve-se na proposta de revisão orçamental.
 
 Bruno Santos - Vereador do PS na CMB
par Secção PS - Bombarral publié dans : Câmara Municipal
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Lundi 18 septembre 2006
Os vereadores Câmara Municipal do Bombarral,  eleitos pelo partido socialista, apresentaram uma proposta para a criação de bolsas de mérito para os alunos do concelho.
Esta proposta tinha por objectivo incentivar o empenho dos alunos nas actividades escolares, premiando o desempenho dos melhores estudantes do Município, bem como valorizar os estudantes que através do seu investimento pessoal, directa ou indirectamente, contribuam para a promoção e desenvolvimento do Concelho.
Neste contexto, os vereadores do PS defendiam a criação de parcerias com o Agrupamento de Escolas Fernão do Pó e Escola Secundária do Bombarral, com vista à criação de critérios para atribuição de bolsas de mérito  aos alunos dos ensinos básico e secundário. Os critérios para a atribuição de bolsas de mérito a alunos do ensino superior, deveriam ser definidos pela Câmara Municipal.
De forma a não acarretar custos substanciais para a autarquia, propunham também a criação de uma parceria com uma instituição bancária, com representação no Bombarral, tendo em vista o pagamento da bolsa. O número de bolsas e o respectivo valor seria definido pela Câmara Municipal em articulação com a entidade bancária parceira.
 Depois de alguma discussão e apresentação de opiniões, nomeadamente por parte do Presidente da Câmara referindo a sua concordância com a filosofia apresentada, a proposta, inexplicavelmente, foi rejeitada com os votos contra dos vereadores do PSD e da CDU. 
O Partido Socialista lamenta que esta proposta não tenha sido aprovada, uma vez que era uma forma de dar mais força a quem é estudante, premiando aqueles que têm empenho na sua actividade, porque não se pode eternamente nivelar por baixo os níveis de desempenho. Esta proposta era a tentativa de começar a nivelar por cima. A Câmara Municipal perdeu a oportunidade de criar incentivos para os alunos do nosso concelho.
Esperamos que a reprovação desta proposta por parte do PSD e da CDU, não tenha sido uma forma de tentar travar os vereadores do PS, na acção que têm vindo a desenvolver de apresentação de propostas credíveis para o desenvolvimento do concelho do Bombarral, que têm merecido da população todo o apoio e que têm sido aprovadas por unanimidade na Câmara Municipal.
Proposta
Considerando que:
·         A Câmara Municipal tem por objectivo incentivar o empenho dos alunos nas actividades escolares, premiando o desempenho dos estudantes do Município;
·         A Câmara Municipal deverá estimular também os estudantes oriundos de famílias carenciadas;
·         A Câmara Municipal deverá valorizar os estudantes que através do seu investimento pessoal, directa ou indirectamente contribuam para a promoção e desenvolvimento do Concelho.
 
Assim:
·         Propomos a criação de bolsas de mérito com o objectivo de premiar os desempenhos de excelência dos alunos do Concelho nos vários níveis de ensino.
·         A criação de parcerias com o Agrupamento de Escolas Fernão do Pó e Escola Secundária do Bombarral, com vista à criação de critérios para atribuição de bolsas de mérito, para os alunos dos ensinos básico e secundário.
·         Definição de critérios para a atribuição de bolsas a alunos do ensino superior.
·         A criação de uma parceria com uma instituição bancária com representação no Bombarral tendo em vista o pagamento da bolsa.
·         O número de bolsas e o valor será definido pela Câmara Municipal em articulação com a entidade bancária parceira.
 
par Secção PS - Bombarral publié dans : Educação
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Lundi 18 septembre 2006
O Município de Bombarralcontrola mensalmente a água para consumo humano do concelho. O Município está entre um grupo restrito de nove concelhos considerados exemplares no cumprimento da lei nesta matéria, em Portugal, juntamente com Barrancos, Belmonte, Vila Nova da Barquinha, Esposende, Santiago do Cacém, Sines, Vila Nova de Gaia e Vila do Conde.
par Secção PS - Bombarral publié dans : Ambiente
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