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Dimanche 17 septembre 2006
A Resioeste, a empresa responsável pela gestão do Aterro Sanitário do Oeste, prevê enviar no próximo ano para o aterro da Amarsul, em Palmela, cerca de 35 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos, mais 20 mil que este ano. Este aumento preocupa o actual Administrador-Delegado, Damas Antunes.

O Aterro Sanitário do Oeste, no Cadaval, será um dos que vai sofrer uma penalização por parte do Estado em cerca de 2 euros por cada tonelada de lixo depositada em aterro.

A medida está prevista pela nova lei-quadro dos resíduos que foi publicada em Diário da República, orientando o comportamento dos operadores e consumidores no sentido de reduzir a produção de resíduos e a quantidade a depositar em aterro.

O sobrecusto da deposição do lixo em aterro vai entrar em vigor já a partir de 2007 e para o Administrador-delegado da Resioeste é encarado como um agravamento financeiro para esta empresa multimunicipal, cujo aterro ultrapassou já a sua capacidade de gestão.

A despesa da Resioeste tem vindo a aumentar, situando-se nos cerca de 4 milhões de euros, devido também às dívidas de alguns municípios, como Caldas da Rainha e Bombarral, mas sobre esta matéria Damas Antunes escusou-se a particularizar o plano de pagamento de cada câmara municipal.

A solução para reduzir a quantidade de resíduos a depositar no aterro passa pela introdução do processo técnico de compostagem.

Nesse sentido, está neste momento em fase de apreciação de propostas o projecto para a construção de uma Unidade de Valorização Orgânica, em Leiria, que servirá os aterros da Resioeste e da Valorlis.

Até ao final do ano, esta empresa multimunicipal do Oeste deverá também lançar o compostor doméstico junto dos munícipes desta região.

Recorde-se que nos últims dois anos a Resioeste depositou no aterro 175 mil toneladas, em vez das 140 mil, previstas na licença de concessão.

Câmaras querem ficar com o capital maioritário
A Associação de Municípios do Oeste vai propor ao Governo que as 14 autarquias da região passem a gerir a Resioeste, aguardando por uma audiência já solicitada ao Secretário de Estado do Ambiente, revela a Agência Lusa.

Os 14 municípios detêm actualmente 49% do capital da empresa, cabendo os restantes 51% à Empresa Geral de Fomento (EGF).

Descontentes com a gestão maioriária da EGF, a AMO pretende ficar com a maioria do capital e passar assim a gerir a empresa gestora do Aterro Sanitário do Oeste.

Os autarcas da região discordam do aumento do custo de 29 par 37 euros por tonelada do lixo a depositar em aterro.
Uma das soluções apontadas à Lusa por Carlos Lourenço, presidente da AMO, passa pela concessão da gestão a privados, depois de serem feitos novos estudos de viabilização económica, que a AMO pretende encomendar.
in Oesteonline

 
 
par Secção PS - Bombarral publié dans : Câmara Municipal
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