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Samedi 28 avril 2007
Senhora Presidente da Assembleia Municipal
Senhores Deputados Municipais
 
Estamos hoje perante um documento que tem por objectivo prestar a máxima informação sobre a actividade da Câmara Municipal no passado ano, assim como a sua situação económico-financeira.
 
Sendo a Assembleia Municipal um órgão fiscalizador das actividades da Câmara Municipal, devem os deputados municipais possuir toda a informação indispensável para que possam fazer, não só uma análise política, mas uma análise minimamente técnica dos números apresentados.
 
Sendo assim, as contas apresentadas devem limitar-se a informações de carácter técnico e pedagógico/didáctico, escusando-se de opinar sobre as consequências ou causas, construindo cenários virtuais com abstracções numéricas conducentes a opiniões preestabelecidas, destinadas a cumprir propósitos políticos dos governantes.
 
Senhoras e senhores:
 
O Presidente da Câmara traçou-nos hoje um quadro muito optimista da situação económica e social. A propaganda dos seus números e metas serviu como um tranquilizante (tipo Prozac) para a consciência de todos aqueles, eleitos ou não, têm responsabilidade política nas opções estratégicas desenvolvidas.
 
Nestes dois anos de governação, pouco ou nada mudou. O que não nos estranha, já que o executivo não é mais de uma extensão dos três mandatos anteriores, não só pela força política que os apoia, como pelos actores, como pela sua actuação. A taxa de execução do ano de 2006 do programa de investimentos reporta-nos aos indesejados anos de governação de Albuquerque Álvaro, como bons discípulos da sua política.
 
A taxa de execução revela a falta de ambição deste executivo, centralizando a sua actuação numa pura gestão de merceeiro, pagando o que era para pagar, fazendo o que já estava a ser feito. Projectos novos, ideias novas ainda não nos apareceram.
 
Esta inércia de ideário estratégico preocupa-nos, tanto mais que o novo QREN está à porta e a nossa autarquia ainda não tem um simples esboço de quais os projectos estratégicos que vai apresentar a financiamento. Sabemos que existe um gabinete de apoio ao desenvolvimento estratégico, como se esse gabinete fosse portador de responsabilidade política nas opções. Não deleguemos em funcionários a responsabilidade que cabe aos autarcas na definição das opções estratégicas do concelho. Não esperemos, sob o escudo da intermunicipalidade, que sejam os outros concelhos a definir o nosso posicionamento no contexto da Região Oeste, sob pena de nos relegarem como concelho periférico especializado em áreas que mais nenhum outro concelho deseja.
 
Foram dois anos de opacidade intelectual. Esta Assembleia ainda não ouviu dos responsáveis autárquicos qualquer projecto estruturante para o concelho, alavanca de investimento e de criação de emprego, criador de riqueza para a autarquia. Até aqui iludimo-nos com as curas milagrosas do aeroporto internacional da Ota, das novas infra-estruturas turísticas de outros concelhos e com o embelezamento de Praças e Largos, como se tratassem de obras prioritárias e sustentadoras do desenvolvimento do nosso concelho.
 
Senhores e senhoras
 
A tristeza abala os bombarralenses. Concelhos bem próximos crescem a olhos vistos. Criam estruturas de desenvolvimentos, posicionam-se com uma diferenciação bem definida no contexto da nossa Região.
 
A falta de um Plano Estratégico para o nosso concelho transformam-nos em baratas tontas. À falta de objectivos definidos, esbanjamos recursos. À falta de objectivos a médio prazo, só pensamos no final do mês. À falta de uma estratégia polarizadora de vontades, preocupamo-nos de proteger os lugares. Assim, meus senhores, não chegarão a lado nenhum.
 
Podemos ter os melhores contabilistas, os melhores economistas, os melhores engenheiros e advogados, os melhores funcionários autárquicos, mas se o Presidente da Câmara não for sonhador, não tiver uma visão, nunca deixaremos de ser um concelho periférico, pobre e deprimido, com uma cor sempre diferente em qualquer mapa regional que nos marca com vergonha e incompetência.
 
Senhores e Senhores
 
Relativamente a este Relatório e Contas, pouco temos a dizer. A leviandade como são tratados alguns números, alguns com incorrecções demagógicas, mostra o estado de espírito desta Câmara.
 
Afirmar como actividades relevantes um Festival da Música (com dois pequenos concertos) e um Feira Nacional da Pêra Rocha, evento não organizado pela autarquia, espelham bem a falta de ambição e optimismo desta autarquia.
 
Não nos alongando nas reflexões sobre o Relatório, o Partido Socialista não quer deixar de referenciar algumas observações:
 
 
No respeitante à dívida da Câmara, a propaganda gerada com a redução tem um objectivo de tranquilizar as mentes mais críticas desta gestão, atordoando os menos leigos e incautos. A dívida foi efectivamente reduzida com o recurso a fontes de financiamento irrepetíveis: empréstimos bancários de médio prazo que atrofiarão a capacidade de investimento dos próximos anos, receitas das Águas do Oeste, fundos comunitários de obras de mandatos anteriores e maior carga fiscal dos bombarralenses.
 
E é a carga fiscal proveniente do IMI que nos preocupa, porque é um dos factores que mais condicionam o investimento urbano, já que os índices de valorização em nada se coadunam com a qualidade de vida concelhia e não são as baixas taxas de IMI que aligeiram a carga fiscal, dada a grandeza da matéria tributável. A posição de Pôncio Pilatos do nosso presidente da Câmara é ingrata para os bombarralenses. A postura branda do nosso responsável é compatível com o desejo de obter mais receitas, pouco se preocupando com os bolsos dos bombarralenses. A dependência, cada vez maior, dos créditos bancários fez aumentar o pagamento de juros em 34% e a falta de consolidação orçamental disparou os custos operacionais com pessoal e serviços em mais 500.000 euros relativamente ao ano anterior.
 
Senhoras e senhores
 
O Partido Socialista defende que uma Câmara Municipal deve ser gerida financeiramente pelo poder político e não em gabinetes, onde o economicismo e a defesa do situacionismo laboral, pode condicionar uma política social e uma gestão mais moderna dos recursos. Lembramos que ainda não está implementado um sistema de Contabilidade Analítica, essencial para um efectivo controlo dos custos e da responsabilidade sectorial e um instrumento legal que impossibilita a esta Câmara fixar quaisquer tarifas ou taxas.
 
Convém referenciar algumas incorrecções, desculpáveis num raciocínio de branqueamento demagógico, no texto do senhor Presidente da Câmara. Em primeiro lugar, é falso que as transferências do Estado tenham sofrido uma redução de 9%. Pelo contrário, e consultando a DR e o Balanço verificamos que houve um aumento em 2006 de cerca de 800.000 euros. Em segundo lugar, as dívidas de MLP prazo não subiram apenas 1%, mas 24% em relação a 2006. Em terceiro lugar, é pura fantasia financeira sustentar uma liquidez com o saldo das Águas do Oeste, quando se sabe que este valor é irrepetível e resulta de uma negociação extraordinária, onde os vereadores do PS tiveram um papel preponderante, com uma instituição. Por último, e como já afirmámos, os custos de funcionamento em serviços e pessoal aumentaram 8,7% e os custos financeiros 34%. Mais um ano em que não se conseguiu parar o despesismo.
 
Relativamente aos proveitos operacionais, é verdade que subiram cerca de um milhão de euros, mas graças ao esforço contributivo dos bombarralenses que tiveram de suportar um acréscimo de cerca de 400.000 euros e ao acréscimo das transferências correntes de 200.000 euros. Os restantes 400.000 euros resultam de um malabarismo contabilístico chamado Trabalhos para a própria entidade, que pela primeira vez aparece nas contas autárquicas.
 
Em suma, um Relatório virtual, como a sua própria capa, próprio de alguém que se deseja penitenciar com uma desilusão de resultados e propósitos que continuam a lançar o Bombarral na chamada Liga dos Últimos.
 
par Secção PS - Bombarral publié dans : Assembleia Municipal
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Lundi 9 avril 2007
O Secretario-geral do PS, José Sócrates, decidiu assinalar a passagem dos dois anos de Governo, em Leiria.
 
Esta iniciativa, aberta a todos os militantes, terá lugar no proximo dia 13 de Abril, sexta-feira, pelas 21h no auditório da ESTG - Escola Superior de Tecnologia e Gestao de Leiria - (junto ao Hipermercado Continente).
par Secção PS - Bombarral publié dans : Federação Leiria
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Vendredi 6 avril 2007
Os agricultores da região Oeste e do Ribatejo passaram a ter ao dispor um novo serviço através da Internet, onde podem obter informações sobre dados meteorológicos e informação sobre a protecção das culturas agrícolas contra pragas, doenças e infestantes.
O projecto InfoAgro está a ser desenvolvido pelo Centro Operativo e Tecnológico Hortofrutícola Nacional (COTHN) e foi apresentado a 22 de Março, numa cerimónia no Inatel da Foz do Arelho.
O InfoAgro consiste num portal na Internet (http://infoagro.cothn.pt) onde está a ser disponibilizada informação de natureza meteorológica de apoio à agricultura, assim como dados relevantes para a protecção das culturas na região Oeste e Ribatejo. Este projecto, denominado InfoAgro surgiu da necessidade de criar uma rede de estações meteorológicas que apoiasse as decisões de culturas agrícolas num determinado território.
O serviço on-line consiste num conjunto de informação produzida e divulgada pelo COTHN oferecendo a possibilidade de diminuir os custos dos produtores agrícolas, ao permitir usar os recursos de forma mais eficiente optimizando o sistema produtivo. As informações são disponibilizadas, preferencialmente, na forma de acesso remoto à base de dados através da Internet e SMS.
Este serviço permite a gestão correcta da água, maior eficiência na fertilização, aplicação racional de pesticida e maior eficiência na colheita. A requisição do serviço é estabelecido contratualmente por períodos anuais e não tem custos para os agricultores associados no caso dos dados meteorológicos, sendo os restantes valores praticamente simbólicos (disponíveis para consulta no site).
“É um projecto que fazia falta para produzirmos mais e melhor, para mostrarmos às pessoas que nos compram a fruta que existe segurança alimentar e que sabemos o que estamos a fazer”, disse Torres Paulo, presidente do COTHN.
Para o responsável, a principal vantagem deste serviço “é produzir com a certeza que se está a fazer bem”, porque dá orientações aos técnicos e aos agricultores a melhor maneira de actuar de acordo com as condições climatéricas.
É fornecida também informação sobre a protecção das culturas agrícolas contra pragas, doenças e infestantes, com especial atenção aos “inimigos chave” em determinado território alvo. A correcta avaliação permite decidir sobre a necessidade de utilização dos meios de luta e minimizar o número de aplicações de produtos fitofarmacêuticos.
A estimativa da gravidade da infestação é possível através da aplicação de modelos fenológicos, modelos matemáticos ou chaves de tomada de decisão que utilizam a informação agroclimática recolhida pelas estações meteorológicas, permitindo avaliar se existem as condições climáticas necessárias ao desenvolvimento do agente em causa.
Segundo o presidente do centro, actualmente não existe nada do género. “O que havia antes era a prática de meter o dedo no ar e ver para onde sopra o vento. As pessoas tinham apenas o seu saber e experiência. Agora queremos fazer algo científico”, afirmou. Apesar de já existirem as estações meteorológicas, “mas aquela informação não era usada”.
Durante o primeiro ano os custos de utilização são baixos, mas a intenção é que de futuro o projecto seja auto-sustentável economicamente no futuro.
 
Projecto demorou dois anos a ser desenvolvido
 
O InfoAgro tem vindo a ser desenvolvido há dois anos pelo COTHN e foi apresentado agora porque queriam que só fosse conhecido quando estivesse a funcionar.
A ideia foi apresentada à Direcção-Geral Protecção Culturas que deu o seu apoio. Para além disso, conseguiram ainda o apoio da APAS (Associação dos Produtores Agrícolas da Sobrena), da Unirocha e da Frutoeste, as quais cederam técnicos e equipamentos.
O site é da responsabilidade da Sitework, uma empresa com a qual já tinham trabalhado em outros projectos. “Queríamos que fosse fácil o acesso ao serviço. Para que isto não seja apenas para os técnicos. Queremos que os agricultores mais evoluídos também se motivem em recolher a informação directamente, embora tenham que recorrer aos técnicos para que os ajudem no resto”, referiu.
Armando Torres Paulo salientou que o COTHN sobrevive apenas das quotas que os sócios pagam e que não tem nenhum apoio estatal. De forma a existirem verbas para o arranque do projecto, contactaram a SAPEC que se tornou o patrocinador único da iniciativa. “A nossa opção neste primeiro ano, que é de risco, foi constituir uma equipa pequena e achámos por bem ter apenas um único patrocinador”, explicou. No futuro poderão vir a alargar o leque de patrocinadores.
O presidente do centro referiu que havia uma grande dificuldade em colocar em funcionamento este sistema, tendo em conta a captação de dados. O projecto arrancou com quatro estações meteorológicas, que recolhem os dados climáticos. Só que há que ter em conta todo o tipo de contratempos (poeiras, vento, pássaros, entre outros) que põem em causa o seu funcionamento em condições. “Vamos ter uma dificuldade constante em manter esse dados fiáveis e activos”, disse.
Para tal foi contratada uma empresa que diariamente irá acompanhar os pontos de recolha de informação, para que ela se mantenha constante durante todo o ano, 24 horas por dia.
Actualmente podem ser consultadas dados das estações de Carrascal (Mafra), Silveira (Cadaval), Runa (Torres Vedras), Sobrena (Cadaval), Paul-Baraçais (Bombarral) e Alcobaça, prevendo-se que até ao final do ano estejam disponíveis mais quatro. “A região Oeste e Ribatejo é a mais dinâmica do nosso país, em termos de agricultura. Por isso, começamos por aqui”, adiantou.
Na cerimónia de apresentação, Torres Paulo fez questão de elogiar o pessoal que faz parte do COTHN e sublinhou o crescimento que esta entidade tem vindo a ter.
 
Pedro Antunes in Gazeta das Caldas
par Secção PS - Bombarral publié dans : Quadro Comunitário
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Mercredi 4 avril 2007
Carta educativa do Bombarral
 
A carta educativa é, a nível municipal, o instrumento de planeamento e ordenamento prospectivo de edifícios e equipamentos educativos a localizar no concelho, de acordo com as ofertas de educação e formação que seja necessário satisfazer, tendo em vista a melhor utilização dos recursos educativos, no quadro do desenvolvimento demográfico e socio-económico de cada município, em suma, a carta educativa é, necessariamente, o reflexo a nível municipal do processo de ordenamento da rede de ofertas de educação e formação. Podemos até dizer que define a politica educativa de um determinado concelho, naquilo que depende das suas próprias decisões.
Todas as opções tomadas na área da educação deverão ser centradas nos alunos, ou seja, proporcionar as melhores condições para o desenvolvimento eficaz do processo de ensino-aprendizagem a todos os alunos do nosso concelho, promovendo o sucesso educativo e colocando em igualdade de circunstâncias todas as crianças independentemente do local de residência e das suas condições socioeconómicas.
A requalificação e reordenamento do parque escolar são factores fundamentais para a melhoria das condições de aprendizagem das crianças do concelho do Bombarral.
Nos dias de hoje essas condições passam pela criação de centros educativos com expressão e capacidade de resposta para os desafios do futuro. Centros educativos dotados de meios e equipamentos que permitem uma inegável melhoria das condições de aprendizagem das crianças, quer ao nível da socialização quer ao nível de recursos pedagógicos e infra-estruturas exigíveis para a escola do séc. XXI.
É de vital importância disponibilizar aos alunos um ensino de qualidade que contribua para a realização pessoal, desenvolvimento da autonomia e capacidade de integração das crianças e jovens na sociedade e, mais tarde, no mercado de trabalho. Devemos transformar a educação no nosso concelho num factor de competitividade territorial, posicionando os indicadores de qualificação da população ao nível dos melhores da nossa região.
No entanto a carta educativa do Bombarral é carta educativa de «serviços mínimos», cumpre a sua função de uma forma tímida e sem um rasgo de visão estratégica. Não obstante alguns aspectos da educação e formação dependerem de decisões que ultrapassam a competência municipal, era importante a carta educativa do Bombarral apontar caminhos e definir objectivos estratégicos a alcançar. A título de exemplo salienta-se o ensino profissional e tecnológico, a formação contínua da população, a promoção de hábitos de vida saudável, assim como a protecção da natureza e dos recursos naturais. Deveria ainda promover a avaliação, reflexivilidade e melhoria contínua do sistema de ensino local, designadamente através de parcerias de cooperação, partilha de experiências e implementação de boas práticas de ensino e aprendizagem.
Apesar de esta não ser a carta educativa preconizada pelo Partido Socialista, uma vez que seria naturalmente uma carta educativa mais ambiciosa e projectada para o futuro, o PS por ser um partido consciente da sua responsabilidade ao nível da gestão autárquica, fruto da vontade popular expressa nas últimas eleições em Outubro de 2005, entendeu numa atitude responsável, séria e com sentido de governação, ao contrário de outros, que procuram algum fugaz protagonismo populista, demagógico e mediático, viabilizar esta carta educativa, que apesar das suas insuficiências, permite ao município candidatar-se a fundos estruturais no âmbito do QREN 2007-2013, proporcionando mais e melhores condições de aprendizagens às crianças do nosso Concelho, promovendo o sucesso educativo de todos os alunos, objectivo central de uma política de educação virada para o futuro.
 
Bruno Santos (Vereador na CMB)
par Secção PS - Bombarral publié dans : Câmara Municipal
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