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Mardi 7 novembre 2006
O vereador socialista Gabriel Martins considerou que a Câmara Municipal do Bombarral em futuras situações deverá apenas aceitar o pagamento de transportes a alunos “caso os mesmos não tenham infracções disciplinares” e, se forem repetentes no pedido de transporte, “não tenham reprovado no ano lectivo anterior”.

A intervenção do vereador socialista veio no âmbito da edilidade ter recebido um oficio do Agrupamento de Escolas Fernão do Pó, onde foi deliberado por unanimidade conceder o transporte escolar gratuito aos alunos que ultrapassaram o limite de idade para a frequência do ensino obrigatório.

O também socialista Bruno Santos questionou se a Câmara vai suportar o passe de alunos que frequentam a escola secundária no 3.º ciclo e que já tenham ultrapassado a idade de escolaridade obrigatória, situação que ficou sem resposta por parte do executivo liderado pelo PSD.

A vereadora comunista Teresa Faustino disse haver uma falha da Câmara Municipal “porque o ofício foi enviado a 2 de Agosto e estão a discuti-lo em 2 de Outubro”. A eleita pela CDU considerou que este pedido corresponde ao envolvimento da Câmara “no esforço de ajuda para que estes jovens saiam da escola com a qualificação académica mínima”.

Carlos Barroso in Oesteonline
par Secção PS - Bombarral publié dans : Câmara Municipal
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Mercredi 11 octobre 2006
Sr. Presidente
 
Ainda falando da sua intervenção na última Assembleia Municipal num dos pontos do debate, mais concretamente na Revisão Orçamental, foi afirmado pelo Sr. Presidente que os Vereadores do Partido Socialista ficaram à espera da proposta do orçamento para 2006 para ver se estava alguma coisa de jeito para depois aceitar ou não pelouros.
 
Sr. Presidente
 
Não somos vendidos, nem estamos compradores de nada.
 
Parece que com a sua afirmação os Vereadores do Partido Socialista só trabalham nesta Câmara contra qualquer coisa em troca.
 
Sr. Presidente
 
Esteja descansado que não lhe compramos nada, nem queremos nada, mesmo de borla, vindo de si. Também lhe dizemos, bem nos olhos, que não lhe queremos vender nada. Aquilo que temos feito é oferecer a V. Exª a nossa ajuda para resolver os problemas do nosso concelho e o senhor Presidente e o seu PSD não tem querido.
 
Parece que tem medo de nós! Tem sido com um espírito aberto e de colaboração, onde essa colaboração deva existir, que estamos ao longo deste primeiro ano e se quer saber, estaremos nos próximos três anos.
 
Sr. Presidente
 
Ainda no respeitante à última Assembleia Municipal, o Senhor Presidente quebrou todas as regras de solidariedade institucional, indo, inclusivamente contra o seu próprio voto.
 
Não defendeu a proposta de Regulamento de Apoio às Famílias Carenciadas. Limitou-se a afirmar que foi votada por unanimidade em Câmara e mais nada.
 
Sr. Presidente
 
Tenha a honestidade política, reafirmo política, perante este órgão municipal e diga-nos que fez aquele papel de não defesa da proposta de regulamento motivado pela atitude do PSD na Assembleia Municipal, refira-se, altamente lamentável, pois teve todo o tempo do mundo e nos períodos legalmente existentes, para rebater o articulado do regulamento.
 
Felizmente foi aprovado. Aqui estamos, a partir deste momento, para fiscalizar a sua aplicação e denunciar publicamente todos os atropelos que a governação PSD nesta Câmara tente fazer.
 
Sr Presidente
 
Diga hoje e aqui, se tiver coragem política, onde é que o Partido Socialista reprovou propostas do Senhor Presidente põe “pequinhices”, por pormenores sem qualquer interesse, só por pura chicana política.
 
Sr. Presidente
 
O Partido Socialista não coloca questões de pormenor, só coloca questões consideradas importantes para o interesse da comunidade. Quando apresentamos as propostas, apresentamo-las de uma forma de fácil leitura, de fácil interpretação, conforme deve ser em Câmara e não simples papéis sem se saber se são da Câmara ou não.
 
Sr. Presidente
 
De uma vez por todas passe a apresentar as propostas como foi aprovado aqui numas das primeiras reuniões de Câmara. Se não quer perguntar aos Vereadores do Partido Socialista com se deve fazer, pergunte ao seu Vereador que, sempre que apresenta propostas fá-lo com um mínimo de regras de apresentação.
 
Sr. Presidente
 
A maioria dos documentos que vêm à Câmara, por sua iniciativa, são meros papéis que, muitas vezes nem tem aposto a sua assinatura ou das chefias de divisão. A prova disso, é uma das propostas que está agendada. Já não falando daquelas propostas que lhe faltam a maioria dos documentos, quantos deles de capital importância para a tomada de decisão. Hoje, uma das propostas agendadas é o típico exemplo disso.
 
Se fôssemos a dificultar a sua vida e desta Câmara ainda estaríamos a discutir a sua primeira proposta que apresentou em Câmara.
 
Mas, também lhe dizemos, senhor Presidente, que não estamos dispostos a pactuar com a inexistência total de regras de apresentação de propostas a Câmara como tem feito até aqui. Para que serve o seu Gabinete? Será que é só para fazer chicana política. Se não é parece, pois as reuniões de Câmara não são minimamente preparadas e, se não sabe, é uma das competências do Gabinete de um Presidente de Câmara.
 
Sr. Presidente
 
Também lhe dizemos, penso que para bem de toda a Câmara e em particular, para seu bem, modere a sua linguagem, a sua forma de responder, com alguma agressividade verbal, que um dia poderá ser mal interpretada.
 
Sr. Presidente
 
Só tem um ano de Presidente de Câmara e já está com o sindroma da perseguição. Será que esse sindroma é a sua forma de colmatar as suas insuficiências, o seu desconhecimento de muitas das matérias que são discutidas em Câmara ou a forma de demonstrar que não teve “pachorra” para preparar as reuniões de Câmara?
 
Sr. Presidente
 
Utilize as suas competências, sendo uma delas gerir este grupo de trabalho que são todos os Vereadores que tem aqui na Câmara Municipal do Bombarral. Vai ver que a sua vida será mais facilitada, que afinal ninguém o anda a perseguir, pelo menos da parte dos Vereadores do Partido Socialista. Pelos restantes não posso responder.
 
Espero que hoje, que faz um ano que foram as eleições autárquicas que o senhor Presidente passe efectivamente a trabalhar para os bombarralenses e que não se preocupe com os Vereadores do partido Socialista que eles também sabem o que é melhor para os Bombarralenses.
 
par Secção PS - Bombarral publié dans : Câmara Municipal
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Jeudi 5 octobre 2006

Foi aprovado na última Assembleia Municipal de 3 de Janeiro o Regulamento de Atribuição de Apoios para a Autoconstrução, Reconstrução, Conservação, Beneficiação ou Recuperação de Habitação Própria de Estratos Sociais Desfavorecidos

O Regulamento, sob proposta dos vereadores do Partido Socialista, foi aprovado, por unanimidade em 27 de Fevereiro de 2006 pela Câmara Municipal. Esta proposta é o cumprimento de uma promessa eleitoral do Partido Socialista.

Surpreendentemente, o PSD na Assembleia Municipal votou contra o referido regulamento, justificando-se que poderia haver algumas melhorias no documento. Contudo, o regulamento esteve em discussão pública e nenhuma sugestão por parte do PSD chegou à Câmara Municipal, donde se conclui que o objectivo dos sociais-democratas era reprovar uma proposta pelo único motivo de ser do Partido Socialista.

par Secção PS - Bombarral publié dans : Câmara Municipal
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Mercredi 20 septembre 2006

 
 

Segundo o relatório da auditoria ao Município do Bombarral,as contas “foram correctamente elaboradas e estão de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites para o sector”. A análise refere-se ao exercício do anterior presidente, Álvaro Albuquerque.

O organismo fiscalizador constatou que ”existe uma boa ordenação e arquivo dos documentos, assim como se verifica transparência no registo dos factos patrimoniais”. Contudo, ”poderá não ser o mais conveniente no que respeita a procedimentos de controlo”.
A auditoria verificou que “até 2003, inclusive, a receita proveniente da água só era reconhecida no momento do seu recebimento efectivo. Relativamente aos valores em mora, estão a aguardar pagamento na tesouraria, um conjunto de recibos com data anterior a 2004 que totalizam o valor de 32.200 euros”.
Com os advogados do município, constataram-se “honorários por serviços prestados à data anterior a 31 de Dezembro de 2005, já acordados com o anterior presidente, os quais não se encontram relevados nas contas, em virtude dos mesmos não terem emitido até à presente data, as respectivas notas de honorários”. Os valores em causa totalizam 13. 414 euros.
Quanto aos fornecedores e credores, existem débitos com data anterior a 31 de Dezembro de 2005, os quais “não se encontram relevados nas contas do município e que totalizam o valor de 80.224 euros, sendo os mesmos registados na conta do município em 2006”.
Relativamente às garantias bancárias com depósito efectivo no montante de 207.016 euros, prestadas por terceiros, o documento aponta que “não existe nos serviços da divisão técnica um mapa ou qualquer outro registo. O valor apresentado no balan-cete poder-se-á já encontrar vencido, na medida em que poderão haver garantias que poderão estar vencidas e cujos valores já deveriam ter sido restituídos aos empreiteiros”.
Relativamente às receitas de capital, os auditores depararam que “o orçamento tinha previsto transferências do FEDER na ordem dos 3.700.000 euros”, transferências estas que não se vieram a concretizar. A explicação para o município não ter sido comparti-cipado “ficou a dever-se ao não pagamento dos valores factura-dos aos seus fornecedores de imobilizado, condição necessária para receber o referido subsídio”.
Durante o exercício findo verificou-se uma dilação dos prazos médios de pagamento, “estando os fornecedores a receber em média a 180 dias e os fornecedores de imobilizado chegam a atingir um ano”. Os desvios nas contas a pagar, de acordo com os relatórios de gestão de 2005 e 2004, “tiveram origem fundamentalmente num decréscimo de receita cobrada de 1.517.637 euros, aos investimentos de capital de aproximadamente 2.600.000 euros, agravado pela não comparticipação prevista do FEDER (o qual que chega a atingir 65% do investimento, sendo o mesmo atribuído após o pagamento do mesmo aos fornecedores)”, apesar do município “ter conseguido manter do nível de despesas correntes, mesmo com um agravamento das taxas do Iva”.
A auditoria às contas do exercício de Álvaro Albuquerque, eleito pelo PSD, foi pedido pelo actual presidente, também social-democrata, Luís Camilo Duarte, que foi confrontado com acusações da oposição.

in Jornal das Caldas

par Secção PS - Bombarral publié dans : Câmara Municipal
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Mardi 19 septembre 2006
Dos quatros pontos da ordem de trabalhos ( derrama, taxa de IMI, revisão orçamental e pagamentos em numerário), os  três primeiros, pela sua importância, deveriam ter merecido por parte do Presidente da Câmara uma atenção especial, nomeadamente ouvindo os restantes partidos representados no executivo, dando assim corpo a uma sugestão apresentada pelo vereador socialista Jorge Gabriel Martins, um pacto de governação, que visava a criação de entendimentos alargados sobre matérias de vital importância para o Concelho. Infelizmente assim não aconteceu e o Presidente da Câmara continuou na sua filosofia de autismo político.
Em relação ao lançamento de uma derrama no valor de 8% sobre a colecta do IRC, o partido socialista votou contra esta proposta do Presidente da Câmara, por entender que criação de mais este imposto acarreta para as empresas, com sede no Bombarral, uma carga tributária ainda mais elevada. Com este imposto o Bombarral deixa de ter um pólo de atracção de investimento que era, em regra, a não existência de Derrama. O PS considera ainda que esta receita devia ficar afecta à realização de despesa relacionada com o desenvolvimento empresarial do nosso Concelho.  Assim como, ao contrário do que aconteceu nos mandatos anteriores, a CDU aprovou a Derrama, demonstrando que a coligação PSD-CDU está a funcionar em pleno.
Relativamente ao IMI, os vereadores do Partido Socialista votaram contra a proposta do Presidente da Câmara, por entenderem que já deveriam estar concluídos os trabalhos de levantamento dos prédios urbanos degradados, assim como os prédios rústicos de vocação florestal em situação de abandono. Assim não é possível, com exactidão e rigor, definir taxas justas e equilibradas.
No que concerne à revisão orçamental, os vereadores do PS levantaram uma série de questões em relação ao documento, alertando para a falta de uma fundamentação política para o mesmo como tinha sido deliberado no início deste mandato. Contudo, por resultar de receitas não previstas inicialmente, como por exemplo, as actividades de enriquecimento curricular implementadas pelo Governo, assim como a correcção técnica do orçamento inicial, o Partido Socialista absteve-se na proposta de revisão orçamental.
 
 Bruno Santos - Vereador do PS na CMB
par Secção PS - Bombarral publié dans : Câmara Municipal
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